O VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca o sistema imunitário do organismo.
Se não for tratado, o VIH pode evoluir para a SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). Uma vez que uma pessoa contrai o VIH, fica com ele para o resto da vida. Atualmente, não existe uma cura eficaz. No entanto, com cuidados médicos adequados, o VIH pode ser controlado. As pessoas que vivem com o VIH e recebem um tratamento eficaz podem ter uma vida longa e saudável e proteger os seus parceiros.
Existem dois tipos principais de VIH:
O VIH-1, que foi descoberto em primeiro lugar, é o tipo mais comum no mundo. O VIH-2 é mais comum na África Ocidental e cada vez mais frequente na Índia, embora os números ainda sejam relativamente reduzidos. Também se observaram alguns casos em Portugal, França e outros países europeus, incluindo o Reino Unido e os Estados Unidos, principalmente em pessoas de origem africana ocidental ou nos seus parceiros sexuais. O VIH-2 apresenta mais de 55% de diferenças genéticas em relação ao VIH-1.
Cada tipo principal de vírus pode ser dividido em grupos, que, por sua vez, podem ser divididos em clados ou subtipos. O VIH-1 inclui os grupos M (principal), O (atípico) e N (não M nem O). Existem dois subtipos principais do VIH 2, A e B. Devido a diferenças genéticas, os antigénios do VIH 1 e do VIH 2 são tão diferentes que um teste de diagnóstico concebido apenas para detetar o VIH 1 não detetará o VIH 2 corretamente. No entanto, existem testes que são sensíveis a ambos os tipos de vírus, como o Autoteste INSTI de Um Minuto. Se uma pessoa apresentar sinais clínicos de infeção por VIH (por exemplo, infeções oportunistas recorrentes), mas não apresentar um resultado positivo num teste que seja sensível apenas ao VIH-1, seria adequado realizar um teste específico para o VIH-2.
Os medicamentos anti-VIH da classe dos inibidores não nucleosídicos da transcriptase reversa (INNTR) não são eficazes contra o VIH-2. Entre estes incluem-se o efavirenz, a rilpivirina, a doravirina, a etravirina e a nevirapina. Recomendam-se regimes de tratamento baseados num inibidor da integrase ou num inibidor da protease.
Os sintomas do VIH nos homens são, em geral, os mesmos que nas mulheres. Um sintoma do VIH que ocorre apenas nos homens é uma úlcera no pénis. O VIH pode causar hipogonadismo ou uma produção insuficiente de hormonas sexuais em ambos os sexos. Os efeitos do hipogonadismo são mais fáceis de observar nos homens do que nas mulheres. Os sintomas de baixos níveis de testosterona, uma manifestação do hipogonadismo, podem incluir a disfunção erétil (DE).
Existem alguns sintomas que só se manifestam nas mulheres, muitas vezes nas fases mais avançadas da infeção: alterações no ciclo menstrual, dores na parte inferior da barriga e candidíase vaginal.
Sintomas precoces do VIH – Fase 1: infeção aguda
Os primeiros sintomas do VIH surgem entre 2 a 4 semanas após a infeção pelo VIH; cerca de dois terços das pessoas desenvolvem uma doença semelhante à gripe. Esta é a resposta natural do organismo à infeção pelo VIH. Os sintomas semelhantes aos da gripe podem incluir:
• Febre
• Calafrios
• Erupção cutânea
• Suores noturnos
• Dores musculares
• Dor de garganta
• Fadiga
• Inchaço dos gânglios linfáticos
• Úlceras na boca
Estes sintomas podem durar de alguns dias a várias semanas, mas algumas pessoas não apresentam sintomas nesta fase inicial da infeção por VIH.
Não presuma que tem VIH só porque apresenta algum destes sintomas; estes podem ser semelhantes aos causados por outras doenças. Mas se achar que pode ter sido exposto ao VIH, faça o teste de VIH.
Nesta fase, o vírus continua a multiplicar-se, mas a um nível muito baixo. As pessoas nesta fase podem não se sentir doentes nem apresentar quaisquer sintomas. Esta fase é também conhecida como infeção crónica pelo VIH. Sem tratamento para o VIH, as pessoas podem permanecer nesta fase durante 10 a 15 anos, mas algumas ultrapassam-na mais rapidamente.
Ao tomar a medicação para o VIH diariamente, seguindo rigorosamente as instruções, e ao atingir e manter uma carga viral indetetável, pode proteger a sua saúde e não correr o risco de transmitir o VIH ao seu parceiro sexual. No entanto, se tiver uma carga viral detetável, pode transmitir o VIH nesta fase, mesmo que não apresente quaisquer sintomas. É importante consultar o seu médico regularmente para verificar a sua carga viral.
Fase 3: SIDA
Se tiver VIH e não receber tratamento, o vírus acabará por enfraquecer o sistema imunitário do seu organismo e evoluir para a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). Esta é a fase final da infeção por VIH. Os sintomas da SIDA podem incluir:
• Perda rápida de peso
• Febre recorrente ou suores noturnos intensos
• Cansaço extremo e inexplicável
• Inchaço prolongado dos gânglios linfáticos nas axilas, virilha ou pescoço
• Diarreia que dura mais de um ano
• Feridas na boca, no ânus ou na zona genital
• Pneumonia
• Manchas vermelhas, castanhas, cor-de-rosa ou roxas na pele, sob a pele ou na boca, nariz ou pálpebras
• Perda de memória, depressão, etc.
Qualquer um destes sintomas também pode estar associado a outras doenças. A única forma de ter a certeza de que tem VIH é fazer o teste. Se for seropositivo, um médico utilizará determinados critérios médicos para diagnosticar se o seu VIH atingiu a fase 3 (SIDA).
Muitos dos sintomas e condições graves da doença do VIH devem-se a infeções oportunistas, que ocorrem porque o sistema imunitário do seu corpo foi danificado. Contacte o seu médico se sentir algum destes sintomas.
Fontes:
https://www.hiv.gov/hiv-basics/overview/about-hiv-and-aids/symptoms-of-hiv
https://www.webmd.com/hiv-aids/do-i-have-hiv
https://www.cdc.gov/hiv/basics/whatishiv.html
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hiv-aids